Forças de segurança matam mais de 60 manifestantes contrários ao golpe militar em Mianmar
Mais de 320 pessoas foram mortas na repressão aos protestos desde que os militares tomaram o poder em fevereiro.
As forças de segurança de Mianmar abriram novamente fogo contra manifestantes que criticavam o recente Golpe de Estado no país, deixando ao menos 64 mortos, segundo testemunhas e notícias de veículos locais. O massacre ocorreu enquanto líderes da deposição celebravam o Dia das Forças Armadas.
O líder golpista, Min Aung Hlaing, disse nesse sábado (27/3) em discurso transmitido em cadeia nacional que iria “proteger a democracia”. Ele prometeu a realização de eleições, mas não estabeleceu um calendário para que isso ocorra.
Mais de 320 pessoas foram mortas na repressão aos protestos desde que os militares tomaram o poder em fevereiro.
Nesta sexta (26/3), a TV estatal de Mianmar emitiu um alerta em uma transmissão nacional afirmando que as pessoas “deveriam aprender com a tragédia de mortes horríveis que ocorreram que você (manifestante) corre o risco de levar um tiro na cabeça e nas costas”.
O líder golpista, Min Aung Hlaing, disse nesse sábado (27/3) em discurso transmitido em cadeia nacional que iria “proteger a democracia”. Ele prometeu a realização de eleições, mas não estabeleceu um calendário para que isso ocorra.
Mais de 320 pessoas foram mortas na repressão aos protestos desde que os militares tomaram o poder em fevereiro.
Na Sexta (26/3), a TV estatal de Mianmar emitiu um alerta em uma transmissão nacional afirmando que as pessoas “deveriam aprender com a tragédia de mortes horríveis que ocorreram que você (manifestante) corre o risco de levar um tiro na cabeça e nas costas”.
Um jornalista disse à agência de notícias AFP ter visto a polícia usar munição de verdade contra manifestantes na cidade de Lashio, no nordeste do país. Há relatos de um bebê de um ano atingido no olho por uma bala de borracha.
Sasa, porta-voz do grupo anti-junta militar CRPH, disse à Reuters: “Hoje é um dia de vergonha para as Forças Armadas. Os generais militares estão comemorando o Dia das Forças Armadas depois de terem matado mais de 300 civis inocentes”.
Em meio ao avanço da violência, um dos 20 grupos étnicos armados de Mianmar, a União Nacional Karen, afirmou ter invadido um posto do Exército perto da fronteira com a Tailândia, matando 10 pessoas.
As facções armadas étnicas de Mianmar dizem que não ficarão paradas em meio ao golpe e que não permitirão mais mortes de manifestantes, disse neste sábado o líder de um dos principais grupos armados.
O governo também tem cortado o acesso à internet, censurado veículos de comunicação e bloqueado redes sociais para tentar conter os protestos contra o golpe, que tem ganhado força entre estudantes, funcionários públicos, sindicatos e categorias profissionais organizadas.