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Covid 19

“Passaportes” para que pessoas que já foram vacinadas contra a Covid-19 não está justificada no momento

Entidade OMS lembrou que muitas pessoas ainda vivem em países onde vacinas não estão disponíveis e que ainda não se sabe, exatamente, o quanto as vacinas conseguem interromper a transmissão do coronavírus.

“Temos que ser excepcionalmente cuidadosos, porque agora estamos lidando com uma situação de iniquidade tremenda no mundo, em que a probabilidade de você receber uma vacina tem muito a ver com o país onde vive, a riqueza, a influência que você ou seu governo têm em mercados globais”, disse o diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan.

“Por isso, o Comitê de Emergência da OMS já deixou claro em suas recomendações ao diretor-geral que, neste momento, a requisição de certificação de vacinação como pré-requisito para viagens internacionais não está justificada, já que a vacinação não está disponível de forma ampla o suficiente e está distribuída de forma desigual ao redor do mundo”, afirmou Ryan.

Vacinas e transmissão

A diretora do departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS, Kate O’Brien, destacou que uma das questões é que não se sabe o quanto as vacinas ajudariam a interromper a transmissão do coronavírus.

Até agora, o principal efeito medido das vacinas tem sido em evitar casos graves de Covid-19, e não necessariamente em evitar a transmissão da doença.

“Um dos princípios subjacentes [do passaporte para vacinados] é de que uma vacina teria um efeito muito substancial na infecção, não só na doença”, lembrou O’Brien.

“A quantidade de informação que temos sobre o impacto que elas teriam na transmissão ainda é muito precoce e incompleta. Então nós também consideramos qual seria a intenção de a vacinação ser um requerimento de viagem por fronteiras internacionais”, pontuou.

Ela lembrou, ainda, que não há vacinas aprovadas para pessoas com menos de 16 anos. A vacina desenvolvida pela Moderna, nos Estados Unidos, pode ser aplicada em pessoas com 16 anos ou mais, mas não está disponível no Brasil. Em solo brasileiro, todas as vacinas aprovadas – Oxford, Pfizer e CoronaVac – só podem ser aplicadas a partir dos 18 anos.